A história das estações
24 de janeiro / 2010
Fotos: Daniela Giovana

Passados 90 anos, a Estação de Belo Horizonte da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM) depois Rede Mineira de Viação (RMV), há muito não recebe passageiros para viagens de longo curso. Inaugurado em 1920, o prédio abriga desde 2006 a maior parte do acervo do Museu de Artes e Ofícios (MAO). Antes disso, porém, centralizou o então ambicioso projeto de ligar Angra dos Reis, no litoral fluminense, a Goiandira, no Sul de Goiás, cortando Minas de Sudeste para Oeste.
Ainda em plena atividade, a RMV ficou conhecida pela precariedade de seus meios. A ponto de ter sua sigla rebatizada pela população como “Ruim, mas vai”. Com o fim das viagens ferroviárias de passageiros de grandes distâncias, a linha serviu até o começo da década de 1980 aos estropiados trens de subúrbio que ligavam Belo Horizonte a Betim e a Raposos. Atualmente, em conjunto com a antiga Estação Belo Horizonte da Central do Brasil, fornece as plataformas para Estação Central do Metrô.
Exemplo da fugacidade arquitetônica que marcou as primeiras décadas da nova e planejada capital de Minas Gerais, a Estação Belo Horizonte da Central foi o terceiro prédio construído com esse fim num intervalo de menos de 30 anos. Começou em um galpão provisório, passou a um belo prédio, demolido 20 anos depois. Além de símbolo do crescimento inicial da cidade, a estação gozava do prestígio de receber os trens que levavam pessoas ao Rio de Janeiro, a capital da República até 1960.

** Com informações do site www.estacoesferroviarias.com.br, de Ralph Mennuci Giesbrecht


















Comentários