The Hell’s Cúmplice

por Liliane Lessa e Leo Braca

Na noite de 28 de janeiro, o Museu de Artes e Ofícios (MAO), localizado à Praça da Estação de Belo Horizonte, abriu as portas para receber a The Hell’s Kitchen Project (THKP) na abertura da exposição Cumplicidade – 20 anos de reportagem, 20 fotógrafos. O evento também lançou o livro Cumplicidade que, como a exposição, foi idealizado e organizado pelo jornalista Bernardino Furtado, por meio da Lei Rouanet, com patrocínio das empresas Fiat Automóveis, Gol Linhas Aéreas e Embraer.

A THKP preparou um show acústico para a ocasião, no mesmo formato já conhecido por quem conferiu nossa apresentação no Uzina Restaurante em agosto de 2009, a convite do Coletivo Pegada, de BH.

Confira aqui o vídeo da versão acústica de Corruption is Our Proposal, gravado no MAO pelo Jubão e as fotos de André Gregório.

A exposição em Belo Horizonte

Por Bernardino Furtado
Fotos Daniela Giovana

Em “A era das revoluções”, o historiador Eric Hobsbawn observa que a ferrovia está presente nas obras dos principais escritores e artistas europeus do Século XIX. Não resistiram à força imagética daquela gigantesca lagarta fumegante que engolia distâncias. Já seria motivo suficiente para dizer que é uma honra para o projeto “Cumplicidade – 20 anos de reportagem, 20 fotógrafos” estar na atmosfera de duas estações de trem do início do Século XX de um país onde também a ferrovia chegou mais tarde. A satisfação aumenta porque nesse ambiente funciona o Museu de Artes e Ofícios (MAO), uma instituição dedicada à memória do trabalho no Brasil do Século XVIII ao início do Século XX. Nada melhor para uma exposição e um livro que tratam da memória profissional de jornalistas em viagem.

As 50 fotografias da exposição “Cumplicidade” vão ocupar as salas do andar superior do prédio da antiga Central Brasil, construído em 1922. A entrada é pela Praça Rui Barbosa, mais conhecida em Belo Horizonte como Praça da Estação.

A parte principal da exposição traz 42 ampliações em papel fotográfico no formato de 100cmX70cm. É uma seleção feita pelo curador Sérgio Rodrigo Reis a partir de um conjunto de aproximadamente 100 fotografias realizadas em reportagens assinadas pelo repórter Bernardino Furtado no período de 1994 a 2008.

Os 20 autores são Adriana Zehbrauskas, Breno Fortes, Cristina Horta, Dado Junqueira, Emmanuel Pinheiro, Euler Júnior, Evelson de Freitas, Fabiano Accorsi, Glaucio Dettmar, José Luis da Conceição, La Costa, Luiz Carlos Murauskas, Luludi, Marcelo Sant’Anna, Marcos Michelin, Paulo de Araújo, Paulo Vitale, Sergio Andrade, Sergio Dutti e Sergio Tomisaki.

A segunda parte da exposição é uma espécie de álbum de recordações dos cúmplices do projeto.  São oito ampliações nas dimensões 50cmX35cm  de fotos do repórter e de fotógrafos parceiros feitas durantes viagens de trabalho.

29 de janeiro a 28 de fevereiro -  terça, quinta e sexta-feira  de 12h às 19h – quarta-feira de 12h às 21h – sábado, domingo e feriado de 11h às 17h.


A história das estações

Fotos: Daniela Giovana

Passados 90 anos, a Estação de Belo Horizonte da Estrada de Ferro Oeste de Minas (EFOM) depois Rede Mineira de Viação (RMV), há muito não recebe passageiros para viagens de longo curso. Inaugurado em 1920, o prédio abriga desde 2006 a maior parte do acervo do Museu de Artes e Ofícios (MAO). Antes disso, porém, centralizou o então ambicioso projeto de ligar Angra dos Reis, no litoral fluminense, a Goiandira, no Sul de Goiás, cortando Minas de Sudeste para Oeste.

Ainda em plena atividade, a RMV ficou conhecida pela precariedade de seus meios. A ponto de ter sua sigla rebatizada pela população como “Ruim, mas vai”. Com o fim das viagens ferroviárias de passageiros de grandes distâncias, a linha serviu até o começo da década de 1980 aos estropiados trens de subúrbio que ligavam Belo Horizonte a Betim e a Raposos. Atualmente, em conjunto com a antiga Estação Belo Horizonte da Central do Brasil, fornece as plataformas para Estação Central do Metrô.

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Superação e projeto social

Aniversário com mais cumplicidade

No dia em que este blog completa um mês de vida, tenho o prazer de divulgar um projeto do repórter fotográfico Evelson de Freitas. O colega trabalha numa série de reportagens sobre brasileiros que superam algum tipo de deficiência física para praticar esportes. São modalidades que, infelizmente, ainda não estão incluídas no cardápio das Paraolimpíadas.Espero que a presença de Evelson inaugure uma série de participações de repórteres fotográficos no blog. A nossa próxima colaboração virá do repórter fotográfico Emmanuel Pinheiro, também convidado do projeto “Cumplicidade – 20 anos de reportagem, 20 fotógrafos”. Boa leitura!

O editor.

Por Evelson de Freitas

Sou repórter fotográfico do jornal “O Estado de S. Paulo” e desenvolvo um projeto pessoal com apoio do jornal. O tema é esporte e deficiência. Trato de personagens com alguma deficiência física que praticam esportes e têm uma boa história de vida e de superação. Os esportes que busco não podem ser paraolímpicos. Acredito que as modalidades oficiais para deficientes (paraolímpicas) são pouquíssimas em comparação com as olímpicas. Quero contar isso no final do meu trabalho e fazer essa crítica.

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