O sentido da liberdade

Condenados do regime fechado do presídio da Apac de Itaúna jogam bola no pátio

Condenados do regime fechado do presídio da Apac de Itaúna jogam bola no pátio

O repórter Bernardino Furtado almoça no refeitório do regime fechado do presídio da Apac de Itaúna-MG

Condenados do regime fechado do presído da Apac de Itaúna-MG abençoam companheiro promovido ao regime semiaberto

O repórter Bernardino Furtado almoça no ala do regime fechado do presídio da Apac de Itaúna-MG

O repórter almoça no ala do regime fechado do presídio da Apac de Itaúna-MG

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Por Bernardino Furtado

Valdeci Ferreira, o diretor do presídio da Associação de Proteção e Apoio aos Condenados (Apac) de Itaúna, é uma pessoa suave. Mas não é o modo afável o aspecto mais marcante da personalidade desse calejado militante católico da Pastoral Carcerária. Impressionam a firmeza nas convicções e a fala franca. Foi o que senti quando julgou a minha proposta de passar três dias, na condição de repórter, na ala do regime fechado da Apac-Itaúna. “Você não só vai fazer uma grande reportagem, mas, principalmente, vai melhorar como ser humano.” Ateu de quatro costados, tive de concordar com Valdeci quando passei pelo último portão do presídio e ganhei a rua, depois de 72 horas de convivência com mais de 50 condenados por crimes pesados como homicídios, assaltos a mão armada, estupros e tráfico de drogas.

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